
O fechamento de agências bancárias na Bahia tem gerado impactos diretos para a população de pelo menos 16 municípios, que atualmente não contam com nenhuma unidade em funcionamento. A redução da presença física das instituições financeiras ocorre tanto no interior quanto na capital e é justificada pelos bancos pela diminuição da procura por atendimento presencial.
As informações constam no Relatório de Agências Bancárias 2025, elaborado pelo Sindicato dos Bancários da Bahia. De acordo com o levantamento, 48 agências encerraram as atividades no estado ao longo do último ano, enquanto apenas duas novas unidades foram abertas. Atualmente, a Bahia possui 756 agências bancárias em operação.
Em 16 cidades, as unidades desativadas eram as únicas existentes, obrigando os moradores a se deslocarem para municípios vizinhos para realizar serviços básicos, como saques, pagamentos e resolução de pendências bancárias. A situação afeta principalmente moradores do interior, idosos e pessoas com dificuldade de acesso a serviços digitais.
Como alternativa, alguns desses municípios contam com correspondentes bancários, que atuam como intermediários das instituições financeiras. No entanto, os serviços oferecidos são limitados e não substituem completamente o atendimento prestado por uma agência tradicional.
Na capital baiana, Salvador perdeu 19 agências bancárias em 2025 — sendo nove do Itaú, sete do Santander e três da Caixa Econômica Federal. O fechamento tem provocado aumento da demanda nas unidades remanescentes, resultando em filas maiores e sobrecarga no atendimento.
Segundo o relatório, os municípios que ficaram sem agências bancárias são: Bonito, Buritirama, Itagimirim, Itatim, Maiquinique, Mairi, Malhada das Pedras, Olindina, Palmeiras, Pedro Alexandre, Potiraguá, Presidente Tancredo Neves, Rio do Pires, Santa Brígida, Uruçuca e Wagner.
